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Época termal
É sobretudo no Verão que moradores da região se servem dela para ingestão ou banhos feitos nas próprias casas

Indicações

Reumatismo e dermatoses. Contreiras (1937) acrescenta-lhe qualidades no tratamento de problemas gastrointestinais.

Tratamentos/ caracterização de utentes

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Instalações/ património construído e ambiental

Na monografia “ Moura - Notas Históricas”, o autor descreve o local em pinceladas bucólicas: “Uma sombra fresca junto da fonte de Santa Ana ou o repouso na Pousada de S. João, onde se hospedam veraneantes em busca de saúde. São ali as Termas!... Lugar óptimo de sossego pois convida ao descanso, aquela estância envolta no silêncio que se desentranha das calmarias alentejanas”.
Da pousada resta hoje um triplo arco, que serviu em tempos de portaria ao jardim que antecedia a pousada, mas esta foi arrasada e a mesma sorte tiveram os balneários. No local da nascente ainda se adivinha a descrição do autor citado: “A Fonte de Santa Ana, generosa, uma gota de água fresca e medicinal, enquanto se emoldura num dos mais aprazíveis recantos que ali se encontram. Até ela, conduz uma pérgola com sombras coadas de uma abóbada florida em jardim suspenso. Neste corredor, muitas vezes em tarde de piquenique, retalhados de sol vêm pôr suas cintilâncias cristalinas em copos e talheres de mesa improvisados por forasteiros das proximidades.
Este corredor de cerca de 20 m, actualmente um varandim de frescura ao sol do Verão alentejano, é uma construção em três corpos, sendo os dois primeiros uma zona ajardinada. O terceiro, três degraus acima dos anteriores, forma uma espécie de “templete” onde se encontra a fonte (seca na altura da visita), com um painel de azulejos dos anos 1940-50, representando Santa Ana.

A nascente é um poço, localizado entre os dois corpos ajardinados, de onde actualmente se retira a água, este poço é descrito com 7 a 8 m de profundidade, brotando a nascente de um calcário terciário (Acciaiuoli 1944, IV: 181). A água era bombeada para os balneários e fonte.

 

Natureza

Sulfidricada cloretada (Contreiras 1937)
Cloretada sódica (Acciaiouli 1941)

Bicarbonatada cálcica (Calado 1992)

 

Alvará de concessão

O primeiro alvará foi de 3 de Novembro de 1893
Alvará de Transmissão de 12 de Junho de 1936

Declaradas abandonadas em 1968

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Historial

Foi analisada pelo engenheiro espanhol D. António Gonsalves y Garcia Menezes, em data anterior a 1855.
Lopes (1892) descreve a existência de “um pequeno estabelecimento balnear, onde há vários tanques e quartos destinados a alojamento de doentes”.
A primeira concessão foi dada em 1893 a uma família residente na Amareleja, de quem Helena Garcia Pulido vem a ser herdeira, recebendo em 1939 o alvará de transmissão de exploração. Nesse mesmo ano é definida a área de protecção da nascente de 50 hectares
Em 1940 é nomeado director clínico o Dr. Agostinho Caro Quintiliano. Curiosamente, a portaria que o nomeou não lhe permitia “concorrer ao lugar director clínico de qualquer outra Estância Hidrológica”. Ainda nesse ano outra portaria aprovava o preçário.
Este mesmo director, no seu relatório, diz sobre as termas: “A fonte de Santa Ana é uma pequena estância termal com frequência reduzida e na sua quasí totalidade constituída por gente da classe pobre com residência na freguesia da Amareleja.” Nesse ano inscreveram-se 106 aquistas e foram dados 932 banhos (9 banhos por tratamento)
O balneário contava então com 16 quartos de banho. A água era elevada por bombagem e aquecida a uma temperatura de 36 a 38º, e depois canalizada para as banheiras.
No início dos anos 1950 é construída a Pousada de S. João, de que resta a portaria, e desta data deve ser também o ajardinamento do local da nascente.
No Anuário (1963) estas termas são relacionadas como tendo uma buvete e um balneário tipo rústico, além da pousada pertencente ao concessionário.

O local termal e toda a Herdade dos Ourives foram propriedade da família Garcia Pulido, até à venda feita nos anos 1980 a Vasco Faria, industrial residente no Porto. A pousada e o balneário foram então demolidos.

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Alojamentos

Da antiga pousada de S. João só resta o arco da portaria.

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Recortes

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Bibliografia

Acciaiuoli: 1936; 1937; 1940; 1941; 1942. Calado 1995, Contreiras 1937, Correia 1922, Felix 1877, Lepierre 1933, Lopes 1892, Machado 1893, Menezes 18..? , Narciso 1920ª, Narciso 1920b. Narciso 1920c, Pego 1893, Águas minerais do Continente e Ilha de S. Miguel 1940, Águas e Termas Portuguesas 1918, Anuário Médico-hidrológico de Portugal 1963, Boletim de Minas 1930-35, Le Portugal Hidrologique et Climatique 1930-32, Desenvolvimento do Termalismo na Região do Alentejo 1987

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Dados gerais

Distrito
Beja

Concelho
Moura

Freguesia
Amareleja, Póvoa de São Miguel       

Povoação/Lugar
Herdade dos Ourives

A Herdade dos Ourives é hoje propriedade do Industrial Nortenho – Vasco Faria da empresa Facor.

Localização
Na EN Moura-Amareleja, 5 km antes da Amareleja, encontra-se, à direita, a Herdade dos Ourives, com o portão bem assinalado.  

Província hidromineral
A / Bacia hidrográfica do Rio Guadiana      

Zona geológica
A

Fundo geológico (factor geo.)
Conglomerados e arenitos, margas com concreções calcárias e argilas. Permeabilidade baixa   

Dureza águas subterrâneas
200 a 300 mg/l de CaCO3

Concessionária

Uso popular

Telefone
n.d.

Fax
n.d.

Morada
n.d.

E-mail / site

n.d.

 

 


A Fonte Santana



O que resta da antiga pousada