
Tipo de exploração:
Lavagens e banhos no local
Natureza da água:
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Indicações (pop.):
Dermatoses e oftalmológicas

[O rochedo calcário de onde imerge a água]
Época termal
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“Para doenças de pele e olhos” (popular)
Tratamentos/ caracterização de utentes
Lavagens e banhos no local
Instalações/ património construído e ambiental
Trata-se de uma curiosa emergência num rochedo de calcário, no centro da aldeia, onde o rochedo forma uma rua para jusante da nascente.
Aqui nasce o Rio de Olho Marinho, formando uma pequena represa em parte talhada nesse mesmo rochedo, de onde segue para regadio dos campos.
Curiosamente, o Olho Marinho divide-se em duas partes, separadas por uma pedra talhada e perfurada na base; a mais perto da nascente, chamada de “Olho das Quartas”, servia só ao abastecimento domiciliar de água. Da pedra para jusante é o chamado “Olho da Rainha”, zona de lavagens curativas e de lavagem de roupa.
Natureza
Temperatura 21º
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Segundo a tradição, D. Inês de Castro por aqui esteve e nestas águas curou uns “males de olhos” de que sofria. A lenda tem associado toda a simbólica dos amores infelizes de D. Inês e D. Pedro, das lágrimas que não desmotivaram os carrascos do rei, das lágrimas choradas pelo amante desesperado e enlouquecido em cruéis vinganças. Mas neste caso os atributos curativos desta água foram construídos ao contrário: esta água torna-se útil em doenças oftalmológicas porque nelas esteve D. Inês, mas em tempos em que era feliz com os seus amores, e portanto sem lágrimas.
Mas neste ano de 2005, depois de um Inverno seco, a fonte secou. “Isto está tudo seco por causa de uns furos que fizeram aí para cima”, informou-nos um morador . O presidente da Junta de Freguesia, José Filipe em entrevista ao JN de 17 de Junho de 2005, apontava como principal razão as captações de água feitas na freguesia para abastecimento de Peniche, e o aumento do caudal dessa captação na época balnear, mas os furos não licenciados contribuem também para este estado de coisas. Curiosamente, esta notícia dá destaque a citações numa caixa com o título: “Vozes – José Leitão (reformado) «A fonte secou a primeira vez em 1945. Não choveu três anos consecutivos, em 43, 44, e 45».
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JN- 17/6/05 – (Paulo Pinto) – Fonte seca há um ano alarma Olho Marinho - Criticas: Moradores questionam continuidade do abastecimento a Peniche. Alegados furos ilegais apontados como causa da falta de reservas.
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Freguesia
Olho Marinho
Povoação/Lugar
Olho Marinho
Localização
Largo da Fonte
Província hidromineral
A / Bacia hidrográfica: Ribeiras de costa
Zona geológica
Orlas Meso-Cenozóicas
Fundo geológico (factor geo.)
Vale tifónico – Diapiro
Dureza águas subterrâneas
100 a 300
Concessionária
Uso popular
Telefone
n.d.
Fax
n.d.
Morada
n.d.
E-mail / site
n.d.

“Das termas aos "spas": reconfigurações de uma prática terapêutica”
Projecto POCTI/ ANT/47274/2002 - Centro de Estudos de Antropologia Social e Instituto de Ciências Sociais