
Tipo de exploração:
Água para ingestão (sem uso - poluída)
Natureza da água:
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Indicações (pop.):
Digestiva (poluída)

[Pormenor da fonte]
Época termal
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Leve e digestiva (Almeida 1978)
“Era uma água muito boa, mas agora dizem que precisa de ser analisada, não se deve beber.” (vizinha da fonte).
Tratamentos/ caracterização de utentes
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Instalações/ património construído e ambiental
O recinto da nascente fica num plano mais baixo do que o nível da rua, de forma rectangular (15x8 m), murado, encontrando-se o chafariz no lado oposto ao do acesso. O recinto foi “Restaurado em 9 de Junho de 1995 / CMG” (placa à entrada), trabalho este que terá consistido na reforma da calçada, limpeza e reposição do santo no nicho, que Almeida (1978) na sua visita deu como desaparecido, continuando as tílias a dar sombra ao recinto, com quatro bancos de pedra junto dos muros.
É um chafariz monumental de finais do séc. XVII, com frontão coroado por uma cruz, com um nicho onde foi recolocada uma imagem de São Gualter. Abaixo deste nicho a água corre de três bicas, a do centro em forma de golfinho, e as duas laterais em carantonhas em forma animal, formando um belo conjunto escultórico onde sobressaem os olhares dos três animais. A água corre para o tanque, que ocupa todo o espaço entre as escadas laterais; a da direita terá servido de acesso à parte traseira da nascente, onde se localiza a lendária mina. A escada da esquerda dá acesso à arca da fonte (bloqueada) e a uma portinhola quadrada fechada de acesso à mina.
Para trás do chafariz, numa distância de 30 m, corre paralelo à rua da Fonte Santa, até defronte do portão de entrada da quinta do mesmo nome, um terreno inculto de forma curva, que deverá corresponder a uma mãe de água, à qual estarão ligadas uma ou mais minas de água traçadas no subsolo da colina da mencionada quinta, com actividade vinícola. Sensivelmente a meio deste terreno encontra-se um pequeno tanque de rega que deverá extrair água do interior, correspondendo à entrada para a mãe de água.
Se a água está inquinada, o que é possível se não houver um bom tratamento de águas residuais e fluviais na quinta, não se nota no cheiro, nem na prova. Nota-se antes que o chafariz, bicas e consequentemente, arca, mãe de água e minas não são limpas há muito tempo.
Natureza
Hipossalina alcalino-sódico cálcica
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Citada no Aquilégio (1726) como sendo “copiosíssima em abundantes , e excelentes águas, que lança por três grandes bicas, é miraculosa pelos prodigiosos efeitos, que nela reconhecem os devotos do Santo, que a bebem, ou se lavam com ela, nos achaques que padecem, por isso é sempre grande o concurso de gente de várias partes.”
Para Almeida (1978) a fonte está ligada à lenda de aqui ter aparecido uma imagem do santo. Na mina, conta a tradição, encontra-se um grande tesouro de oiro e pedras preciosas guardadas em permanência pelo santo.
O espaço foi restaurado em 1995, conforme nos informa uma placa junto da escada de acesso, e, embora aqui se encontre lixo urbano, o recinto não parece muito frequentado, o que contribui para a ideia de que a água estará inquinada.
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Almeida 1988, Caldas1903, Gonçalves 1923, Henriques 1726.
Freguesia
Urguezes
Povoação/Lugar
Rua da Fonte Santa, Guimarães
Localização
Na colina a nordeste da estação de caminho de ferro de Guimarães. O acesso faz-se pela Av. D. João VI, nas traseiras do edifício do Vila Hotel e da CGD. Toma-se a rua Alvim, que no alto dá acesso à Rua da Fonte Santa, onde, a 300 m, se encontra a nascente, numa encosta voltada para a estação.
Província hidromineral
B / Bacia hidrográfica do Rio Ave
Zona geológica
Maciço Hespérico – Zona Centro-Ibérica
Fundo geológico (factor geo.)
Rochas magmáticas (ácidas e intermediárias), granitóides e afins
Dureza águas subterrâneas
0 a 50 mg/l CaCO3
Concessionária
Actualmente sem uso
Telefone
n.d.
Fax
n.d.
Morada
Rua da Fonte Santa
E-mail / site
n.d.

“Das termas aos "spas": reconfigurações de uma prática terapêutica”
Projecto POCTI/ ANT/47274/2002 - Centro de Estudos de Antropologia Social e Instituto de Ciências Sociais